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Já ouviu falar em Fisioterapia Uroginecológica?

13 de Outubro de 2016

O que é a Fisioterapia Uroginecológica?

A Fisioterapia Uroginecológica é a área da fisioterapia que trabalha com a prevenção e reabilitação de disfunções relacionadas ao assoalho pélvico. Os músculos desta região têm a função de controlar a urina e as fezes, sustentar os órgãos pélvicos como a bexiga, útero, reto e favorecer uma atividade sexual prazerosa. 
É importante lembrar que a Fisioterapia Uroginecológica já é reconhecida pelo Conselho Federal de Fisioterapia (COFFITO) desde 2009, um ganho para a área e fortalecimento da profissão, atuando nas disfunções genitourinárias e reprodutivas.

Um novo termo tem sido discutido, que é a Fisioterapia Pélvica, pois os profissionais da área também atuam com outras disfunções como as relacionadas à coloproctologia - especialidade médica que estuda as doenças do intestino grosso (também conhecido como cólon), reto e ânus.

Para o tratamento de quais problemas a Fisioterapia Uroginecológica é indicada?


A Fisioterapia Uroginecológica é indicada para o tratamento de disfunções relacionadas a:

  • Ginecologia: disfunções sexuais, prolapsos urogenitais, que é a saída dos órgãos genitais pelo canal vaginal, e a dor pélvica, por exemplo, por dismenorreia , vaginismo, dispareunia.
  • Obstetrícia: reforço muscular do assoalho pélvico, preparação para o parto..
  • Urologia:  incontinência urinária feminina e masculina ; infecções urinárias de repetição...
  • Proctologia: constipação e incontinência fecal.
  • Quais são os principais problemas que levam o paciente ao consultório de um fisioterapeuta uroginecológico?

A incontinência urinária é a queixa mais comum nos consultórios de Fisioterapia Uroginecológica e médicos, sendo caracterizada como uma perda involuntária de urina. Pode ser classificada IU por esforço quando está associada ao aumento de pressão abdominal (tosse, espirro, atividade física); IU por urgência (associada a um forte desejo de urinar) e mista quando há a associação dos sintomas de esforço e de urgência.

Acomete mais as mulheres devido a fatores de risco, como, por exemplo, o hipoestrogenismo, gestações e multiparidade. Os homens também podem apresentar IU, principalmente após a cirurgia de prostatectomia radical ou parcial, além de crianças com enurese noturna (“xixi na cama”) e disfunção do trato urinário inferior.

As mulheres também apresentam mais constipação, conhecida popularmente como “prisão de ventre” e podem ser beneficiadas quando a sua origem é de causa muscular. A incontinência fecal é a perda involuntária de fezes ou flatos, e a fisioterapia pode atuar melhorando o tônus e a força da musculatura perineal, aumentando, consequentemente, o fechamento do esfíncter anal e diminuindo as perdas indesejadas.

A incontinência urinária feminina e masculina tem habitualmente tratamento multidisciplinar, em que a fisioterapia consiste em tratamento de primeira linha para os diversos casos de incontinência.
Em algumas  situações, a terapia medicamentosa e cirúrgica se fazem necessárias, e, por vezes se, somam e complementam.
A avaliação clínica é fundamental para definir um bom plano terapêutico, lembrando que habitualmente é possível melhorar a condição de incontinência urinária dos pacientes .

Esses desconfortos urogenitais geram comprometimentos devastadores à qualidade de vida das pessoas. Sentimentos como vergonha, ansiedade, frustração, depressão e medo geralmente estão associados, levando seus portadores (as) a um permanente estado de angústia e a um progressivo isolamento social.

Como são feitos os tratamentos fisioterápicos desses problemas?

O princípio do tratamento é a normalização do tônus muscular, ganho de força adequada e restabelecimento da função do assoalho pélvico. São utilizados recursos como:

  • Cinesioterapia: exercício para ganho ou melhora da força e resistência. Podemos utilizar a terapia manual para potencializar esses ganhos, como também auxiliar no relaxamento dos músculos;
  •  
  • Massoterapia: relaxamento da musculatura perineal; relaxamento das zonas contraturadas;
  • Eletroestimulação: estímulo elétrico para melhorar a consciência e tonificação do assoalho pélvico, diminuir a dor perineal ou inibir a atividade da musculatura da bexiga durante o seu enchimento;
  • Biofeedback: aparelho que mostra a atividade muscular. Podemos trabalhar para relaxamento ou ganho de força.
  • Outros recursos podem auxiliar, como a ginástica hipopressiva que tonifica tanto a musculatura abdominal quanto a perineal. É importante que o fisioterapeuta leve em consideração disfunções posturais que influenciem diretamente na função do assoalho pélvico, que devem ser tratadas concomitantemente.

A fisioterapia uroginecológica pode ser usada de forma preventiva?

Sim, na verdade o ideal é que a população fosse orientada a realizar esses exercícios, mesmo sem apresentar qualquer disfunção. Devemos salientar que os pacientes, tanto homens como mulheres , devem procurar orientação  de uma equipe multidisciplinar para que recebam ajuda, vencendo barreiras da vergonha, por exemplo, pelas quais são afetados muitas vezes, objetivando sempre a melhora na qualidade de suas vidas.



CLINIPAMPA

Centro Clínico & Clínica de vacinação

Dr. Leonardo Souza Fernandes

Ginecologista- Cirurgia Ginecológica
Ultrassonografia em G.O-Colégio Brasileiro de Radiologia /AMB
CRM 23310 – TEGO 013/05

Bárbara Pérez Coradini Moglia
Fisioterapeuta
RPG  e UROGINECOLOGIA
Crefito 16.718-5

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