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Humanização na prática

8 de Fevereiro de 2017

A ética das virtudes chega em momento propício para auxiliar a situação deteriorada que em muitos casos atravessa a relação médico-paciente. Surge, assim, um modelo personalista como um caminho eficaz para recuperar essa relação profissional, que é, sabidamente, base de qualquer terapêutica eficaz.

É bem provável que a crescente desumanização da medicina, pela preponderância da tecnologia – que, por outro lado, traz diariamente avanços louváveis -, tenha sido causa importante no embaçamento dos contornos do paciente como pessoa, com algo transcendente à pura dimensão biológica.

Perdendo-se a noção de pessoa, perde-se o fundamento do atuar ético. É preciso recuperar a visão humanística da medicina, procurar formar os médicos e outros profissionais da saúde numa medicina humanizada, pleonasmo que nunca deveria ter existido, pois o humanismo é inato da profissão médica. É preciso lembrar, na formação de médico, o óbvio: que o paciente deve ser contemplado como objeto primário da nossa dedicação.

É necessário dissolver a técnica em humanismo. Cada pessoa é essencialmente diferente, possui uma intimidade.  A natureza humana pode se repetir, mas não a pessoa. Cada pessoa é única e dessa singularidade nascem os valores de liberdade, dignidade e todos os outros valores e direitos.

Mendel comentou em sua obra (1984): “Os pacientes querem ser escutados e que se demonstre interesse por eles; querem que se faça por entender o que pensam, o que sentem, mesmo sem ter de dizê-lo.  O médico tem de saber se o paciente está ou não satisfeito com os serviços prestados.”. É importante lembrar que o paciente é sempre o centro de nossas atenções ou, pelo menos, deveria ser.

Como faremos para tirar isso do papel, da teoria?

Porque na teoria é muito fácil. Na prática, hoje em dia, vemos pacientes em uso de medicamentos sem saber o porquê, pacientes aflitos por não saberem de qual enfermidade estão sofrendo (“o médico não disse nada”), pacientes desrespeitados e violentados emocionalmente em procedimentos cirúrgicos (muito comum!!!), pois “eles estão nervosos à toa , pois não sabem como é simples a tal cirurgia” (eles não sabem mesmo, eles são leigos, não são profissionais da saúde e o pior é que não receberam orientação nem da equipe médica, nem da equipe de enfermagem). Estes fatos, entre outros tantos, infelizmente, são mais comuns do que nos parece.

O paciente procura, sem saber, a arte médica (incluo aqui médicos, enfermeiros e técnicos/auxiliares de enfermagem). E encontra decepcionado, um trabalhador braçal que tem de sobreviver, investindo na quantidade, e deixando a qualidade para idealismos românticos.

Trabalha por atacado, compensando com volume o exíguo ganho individual. Triste destino para estes profissionais, desrespeito para com o paciente e golpe mortal para o exercício liberal e moral da medicina. Humanização não se aprende em aulas, cursos ou lendo cartazes pelos corredores, mas sim na prática, na rotina, um dia após o outro.

Encerro com um apelo e também um pleonasmo: sejamos humanos!

 

Alice Weykamp da Cruz Fernandes - médica  

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