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Alergia à proteína do leite de vaca (APLV) não é intolerância à lactose.

11 de Julho de 2017

Existe uma grande diferença entre as duas condições clínicas, tão comuns hoje em dia – uma em bebês/crianças – outra em adultos e idosos; Mas, não é raro encontrar alguém que diz: - Meu sobrinho tem alergia à lactose! O que está sumariamente errado, pois a lactose não é capaz de causar alergia.

Alergia à proteína do leite de vaca, mais conhecida como APLV – é uma reação anormal do sistema imunológico às proteínas presentes no leite de vaca e seus derivados – o organismo não “reconhece” essas proteínas e acaba tratando como “invasor” – causando sintomas e reações. A APLV geralmente é diagnosticada nos bebês e/ou crianças pequenas.
Intolerância à lactose – não é alergia, e como o próprio nome diz, é a incapacidade do organismo em digerir a lactose (açúcar do leite) – pela falta da enzima lactase; Com o passar do tempo, nosso corpo pode passar a produzir menos lactase, dificultando assim a absorção dessa lactose – causando sintomas digestivos como distensão abdominal, gases, diarreia, a cada vez que ingerimos algo que contenha lactose. Por isso é mais comum em adultos e idosos.

As alergias aumentaram muito no mundo atual. A asma, as rinites, a dermatite atópica e as alergias alimentares estão cada vez mais comuns.

Estima-se que a prevalência de alergias alimentares em geral seja em torno de 6% em crianças menores de 3 anos e 3,5% em adultos. Mas esses números estão aumentando.
A alergia à proteína do leite de vaca (APLV) é o tipo de alergia alimentar mais comum na infância. De acordo com a Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN, 2012):

- 1 a 17% das crianças menores de 3 anos possuem sintomas sugestivos de APLV
- 2 a 3% das crianças < 3 anos têm APLV
- 0,5% em bebês amamentados exclusivamente possuem APLV
- < 1% das crianças > 6 anos possuem APLV

O fator de risco mais importante e associado ao surgimento da APLV é a história familiar – filhos de pais alérgicos possuem 75% de chance de desenvolvê-la.
Outro fator de risco provável seria a exposição precoce as proteínas do leite de vaca. Ao nascer, é comum que nas maternidades, seja ofertado leite artificial ao recém-nascido, enquanto o leite da mãe não “desce”. O sistema de defesa do bebê, que também está em fase de maturação, pode confundir a proteína do leite de vaca com algo nocivo e começar a reagir, desencadeando a alergia.

Existem dois tipos de alergia: a alergia imediata, que ocorre nas primeiras duas horas após o contato com o alérgeno, e a alergia tardia, que dá mais sintomas intestinais, e que pode ocorrer até 72 horas após o contato com a proteína desencadeadora.

Sintomas

Sinais e sintomas

   Digestivos

         Dificuldade para engolir

         Dificuldade de digestão

         Falta de apetite, recusa alimentar

         Saciedade com pouca quantidade de alimento.

         Regurgitação (golfos) frequente

         Vômitos

         Cólicas intensas

         Diarreia com ou sem perda de proteínas, sangue ou muco

         Intestino preso

         Sangue nas fezes

         Assadura na região anal

   Respiratórios

         Coriza, obstrução nasal, chiado, respiração difícil e tosse (todos não associados a infecções)

   Cutâneos (de pele)

         Urticária (placas vermelhas na pele), sem relato de infecção, ingestão de medicamentos, ou outras causas.

         Eczema atópico ou dermatite atópica (ressecamento e descamação da pele, com ou sem a presença de feridas ou secreção)

         Coceira na pele

         Angioedema

         Inchaço de lábios e/ou pálpebras

 

Para essas alergias tardias, que dão sintomas gastrointestinais, não existem exames laboratoriais. O diagnóstico é clínico, ou seja, se retira a proteína do leite da dieta, e se observa se o bebê melhora. Depois de 2 a 4 semanas, coloca-se o leite na dieta (da mãe ou do bebê) e verifica-se se os sintomas retornam, ou não.

Contudo, a melhor forma de prevenir a APLV é garantir o aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida e evitar a introdução precoce de leite ou fórmulas à base de proteína do leite de vaca.

O tratamento da APLV é a exclusão do leite de vaca da dieta, até que o intestino da criança se recupere e amadureça, para poder se defender contra a entrada de proteínas estranhas. Então, a boa notícia é que, na maioria das vezes, a APLV é transitória, e o bebê vai poder voltar a tomar leite ou comer coisas com leite de vaca, depois de um tempo com dieta de exclusão.
Para as crianças alérgicas à proteína do leite de vaca e que mamam no seio materno, está indicado que a mãe faça a dieta – chamada dieta de restrição -  sem leite de vaca e/ou derivados, e o bebê deve seguir mamando no peito. Não suspender a amamentação é fundamental.

Angela Nicoloso Knorr - Nutricionista Clínica - CRN 9886

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