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Tudo o que você precisa saber sobre Prolapso de Órgãos Pélvicos

11 de Setembro de 2017

O prolapso de órgãos pélvicos (POP) é afecção muito freqüente na prática clínica, cuja prevalência é crescente devido principalmente ao envelhecimento populacional; atinge aproximadamente de 38 a 56 % das mulheres acima dos 40 anos. O POP pode ser dividido em três compartimentos, o anterior que engloba a bexiga, o posterior que engloba o reto e intestino, e o superior que engloba o útero. O prolapso pode ocorrer separadamente, atingindo somente um compartimento, ou atingir todos eles, chamado de prolapso genital total A chance de uma mulher ser submetida à cirurgia para correção de POP ou incontinência urinária (IU) ao longo da vida é de 12%, chance que dobra a cada década de vida. Após a cirurgia, o risco de recidiva do POP é de aproximadamente 30%, para qual os principais motivos são fatores genéticos, esforços físicos intensos repetitivos, constipação intestinal, e má técnica cirúrgica. Em muitos casos o que acontece não é a recidiva do prolapso, mas sim prolapso de outro compartimento. Os órgãos pélvicos compõem diferentes aparelhos, o urinário, o reprodutivo, e o intestinal, e todos estão em harmonia. A disfunção anatômica de um deles pode gerar alterações nos demais. O equilíbrio pélvico é mantido pela sinergia de músculos, fáscias e ligamentos. A estrutura mais importante para o entendimento do POP é a fáscia endopélvica. Essa estrutura reveste e sustenta todas as vísceras pélvicas. O prolapso dos órgãos pélvicos podem ter vários níveis de gravidade, do mais leve, em geral assintomático, aos mais graves, onde pode haver eversão completa dos órgãos pélvicos para o exterior da vagina, podendo haver dificuldades para o adequado esvaziamento da bexiga e do intestino, levando a paciente a realizar grandes esforços para urinar e defecar, o que acentua progressivamente a gravidade do prolapso.
A avaliação do prolapso deve ser meticulosa, podendo envolver ginecologista, urologista, coloproctologista e fisioterapeuta, antes de se definir o tratamento final.


O tratamento vai depender da avaliação médica inicial, e em termos gerais pode ser dividido em conservador, realizado através de mudança de estilo de vida, emagrecimento, fisioterapia e uso de pessários (dispositivos inseridos na vagina para dar suporte às estruturas que descem). O tratamento cirúrgico é dividido em técnicas por via vaginal, via abdominal aberta, e por via videolaparoscópica, e têm por objetivo reposicionar as estruturas, por correção sítio específica. Em casos selecionados, com uso bem restrito na atualidade, pode-se lançar mão de telas para reposicionamento das estruturas, predominantemente em pacientes com tecidos muito enfraquecidos. Em determinadas situações a cirurgia de escolha pode recair sobre técnicas de oclusão da vagina.

Em se tratando de afecção com incidência elevada, principalmente em pacientes de idade mais avançada, as quais frequentemente tem sentimentos de vergonha e escondem a situação de seus entes próximos, e por ser uma situação que determina grande desconforto e limitação na convivência social, é importante salientar que o prolapso de órgãos pélvicos é patologia com diversos tratamentos que apresentam, na maioria das vezes, excelentes resultados.

Dr. Leonardo Souza Fernandes.


Bibliografia: Disfunção do Assoalho Pélvico; Araújo, S.E.A; 1ª Ed.; Rio de Janeiro; Ed. Atheneu, 2017

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