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Tudo o que você precisa saber sobre Ultrassonografia Morfológica

21 de Setembro de 2017

A ultrassonografia morfológica fetal deve ser realizada de maneira sistemática, como se fosse uma perícia anatômica sobre o concepto, com o intuito de afirmar a sua normalidade estrutural ou de diagnosticar malformações. é importante que cada operador tenha a sua rotina e faça o exame sempre na mesma ordem, o que facilita o trabalho e ajuda no diagnóstico das anomalias estruturais.

A detecção de anomalias fetais permite estabelecer conduta em relação ao prosseguimento da gestação, indica eventual tratamento intraútero, ajuda a escolher o local, a época e a via de parto, prepara a estratégia de tratamento pós-natal e orienta os pais em relação ao prognóstico e risco de recorrência.
Para uma detecção eficaz de malformações fetais, existe benefício em realizar ultrassonografia morfológica para todas as gestantes. Sabemos que selecionar apenas as pacientes com risco reconhecido para malformações nos permite uma taxa de detecção de 10% a 15% das anomalias fetais, isto devido ao fato de 85% a 90% das malformações fetais ocorrerem em gestantes sem fator de risco identificável.

As eventuais malformações devem ser descritas, e os diagnósticos diferencias plausíveis devem ser aventados quando houver dúvidas quanto ao diagnóstico.
Já no primeiro trimestre, entre 11 e 14 semanas, é possível realizar o rastreamento de cromossomopatias fetais, o que é feito pela medida da transluscência nucal, presença do osso nasal avaliação do ducto venoso e regurgitação da valva mitral. Neste período é possível ainda avaliação de malformações cranianas, de membros, de parte abdominal entre outras.
No segundo trimestre, entre 20 e 24 semanas, é possível o exame mais detalhado, passando a se avaliar o sistema nervoso central, a face, a coluna vertebral, o coração, abdome, genitais externos, extremidades, cordão umbilical, líquido amniótico, placenta e membranas.

Nesses períodos ainda é possível avaliação por Doppler para predizer risco de pré-eclâmpsia (doença da albumina) e restrição de crescimento fetal, além de avaliação do colo uterino para medir o risco de trabalho de parto prematuro, a fim de tomar condutas que prolonguem a gestação, visto que o nascimento prematuro é a maior causa de morbimortalidade perinatal.
O coração fetal é de extrema importância, tem sua avaliação básica realizada no ultrassom morfológico fetal, mas é mais detalhadamente estudado por exame específico, a ecocardiografia fetal. A freqüência das cardiopatias fetais é bastante considerável (por volta de 0,8%), e muitas delas podem ser diagnosticadas no período pré-natal, trazendo, para o concepto, grandes benefícios se feito o diagnóstico neste período.

As ultrassonografias morfológicas fetais de 1º e 2º trimestre têm recomendação de serem rotineiramente realizadas em todas as gestantes, não apenas nas que apresentam fatores de risco, visto que a maior parte das malformações aparecem na população geral, de baixo risco. O ideal é conversar com o obstetra assistente, o qual certamente estará a par destas recomendações.

Por: Dr Leonardo Souza Fernandes - Ginecologista e Obstetra

 

Bibliografia: Atlas de Ultrassom Fetal Normal e Malformações; Bunduki, Victor; Zugaib, Marcelo – 2ª Ed – São Paulo, Ed. Atheneu, 2014.

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